domingo, 20 de Dezembro de 2009

POEMA - LIVRO DE POEMAS DO QUIRIMBO 70

CHEIRO A TERRA MOLHADA

Nada se assemelha
Aquela terra vermelha
E ao pó que levantava
Quando a chuva caía
A paz que eu sentia
E o aroma que brotava.
Pode ser banalidade
Mas recordo com saudade
O cheiro que deitava
Era apenas terra molhada
Duma terra muito amada
Que a chuva irrigava.
Viam-se grandes clarões
Depois vinham os trovões
Que a todos amedrontava
As aves em grande banzé
Apanhavam o salalé
Assim que a chuva parava
Hoje em nossos corações
Sobram as recordações
De tudo que nos cercava.

Foram tempos tão felizes

Lá ficaram as raízes

Naquela terra que encantava.

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